Paróquia de Aljubarrota
 
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Nota Histórica sobre Aljubarrota

É difícil determinar a antiguidade desta povoação, embora o povoamento da região date do período pré-histórico, não podemos dar como certo qual a origem do seu nome.

Passamos a referir algumas das propostas encontradas na bibliografia consultada:

Num relatório de um Pároco da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, pode ler-se: “A l j u b a r r o t a, que no arábico quer dizer campina aberta, é uma vila Antiquíssima, … e sem embargo que não há certeza da sua fundação; há poucos anos se descobriu junto dela numa pedra, da qual já não há
notícia, por onde constava ser a sua fundação dos tempos dos romanos…”.

Diversos autores situam a sua fundação no tempo dos Celtas, considerando no entanto que, no tempo dos Romanos terá Aljubarrota sido uma grande cidade, Arruncia. Há também vários achados arqueológicos do tempo do Neolítico na zona de Aljubarrota, nomeadamente nas Grutas do Carvalhal.

O Dicionário Corographico de Portugal Continental e Insular refere o seguinte: “Defronte da vila a 200 metros de distância veem-se alguns vestígios da antiquíssima igreja de Santa Marinha (ainda se veem no adro sepulturas de eras remotíssimas, com dizeres e instrumentos agrícolas esculpidos).

Apesar de ser difícil descobrir as origens de Aljubarrota, encontramos diversos vestígios da longa estadia dos Árabes, sendo considerado que foram estes…que lhe deram o nome de Aljobbe (poço, cisterna ou cova funda), terminologia que se terá transformado, ou melhor, corrompido em Aljubarrota.

Viterbo, no seu Elucidário das Palavras, Termos e Frases Antiquadas da Língua Portuguesa, diz-nos em primeiro lugar que: “De Aljama parece tomar o nome de Aljubarrota; pois El-Rei D. Afonso Henriques, nas doações de Alcobaça de 1153 e 1183 a nomeia Aljamarôta.”

Pensar em Aljubarrota, é referir uma das tradições populares mais vulgarizadas, a célebre “padeira” de Aljubarrota, símbolo da justiça popular, efetuada pelos habitantes desta região, perseguindo e exterminando os soldados castelhanos fugitivos, depois de consumada a vitória de D. João I e D. Nuno Álvares Pereira. Nesta vila viveu a célebre Brites ou Beatriz de Almeida, a “Pisqueira” que como nos conta a tradição, ficou conhecida na história pela Padeira de Aljubarrota, por ter morto com a pá do forno sete castelhanos, que se tinham refugiado no forno da sua casa.

 
 
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